Estava em casa de meu tio, assistindo clipes e trocando idéias.
Sobre um dos clipes, comentei que a música era muito boa, e que apesar da banda não apresentar nenhum virtuosismo, todos os elementos (simples) da composição eram bem combinados. De fato, essa é uma coisa da qual gosto muito em música.
Tudo bem, seria uma infâmia alguém que aprendeu a gostar de música com os titios do Deep Purple dizer que não sabe apreciar uma boa virtuose. Meu Deus... O que era aquele Jon Lord duelando com o Blackmore? Os solos de Highway Star, então... Aquilo é o êxtase!
Mas na vida tem hora para tudo. A simplicidade de algumas coisas me faz sentir menos pequeno, menos inútil. Gosto de Joe Satriani, mas ouvi-lo me dá vontade de quebrar meu violão e pular da janela do décimo terceiro andar (acho que é por minha causa que até hoje a vó não tirou as telas de proteção das janelas). Já o Nando Reis, por exemplo, não. O cara -não desfazendo, por favor, mas convenhamos - toca um violão meia boca (tem hífen aqui, será?), além do simples fato de que ele é desafinado cantando. Mas faz um som bacana... Tem ótimas idéias, e sabe combiná-las em um bom conjunto. Ele é o tipo de pessoa que me dá esperança de um dia tocar por aí, quiçá até gravar alguma coisa.
Existem obras que nos inspiram e mostram até onde podemos chegar, mas também existem aquelas cujo papel é o de nos fazer sentir maiores. É mais ou menos como olhar o David do Michaelangelo, com seu pipizinho, e achar que eu sou o cara mais foda do mundo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
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