Tem dia que o céu o saúda mais azul, as coisas dotadas de mais cor, melodia ou movimento.
E tem dia que, por mais que o sol teime em brilhar, uma névoa permanece, invencível, talvez invisível, porém sensível. Como se o ar carregasse o ranço das gerações.
Nesses dias, pode sentir por vezes um cansaço imenso, como se lhe pesassem as idéias e história que insistem em se repetir (sendo por isso mesmo, feliz ou infelizmente, perdoadas).
Mas, tem dias em que ele pode celebrar sua majestade, dominando cada vez um pouco mais do mundo, ou comemorar sua alforria cavalgando o tempo sem sela nem cabresto.
O que lhe conforta ou excita é sua única certeza:
Um dia ele morre.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
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