Se sou a energia que me compõe - em constante troca com o meio, incessante renovação - eu já não sou quem era.
Se sou a somatória de meus pensamentos - os infantis agora abandonados, os atuais o serão quando eu perceber sua futilidade - eu já não sou o mesmo.
Se sou o resultado de meus atos - vale o mesmo critério dos sonhos, semente das ações - eu nunca mais serei quem fui.
Se não consegui me conhecer, conseqüentemente me entender, em uma forma velha e manjada, que direi agora, deste desconhecido recém-nascido que me encara através do espelho embaçado?
domingo, 1 de junho de 2008
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